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Entidades defendem independência técnica da AGU após relatório da PF

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Jorge Messias, advogado-geral da União

Associações afirmam que divergência jurídica não deve ser transformada em suspeita sem análise dos fundamentos institucionais

Jorge Messias, advogado-geral da União
Jorge Messias, advogado-geral da União. Crédito: Sérgio Lima/Poder360

Cinco entidades representativas das carreiras da Advocacia Pública Federal divulgaram nota em defesa da independência técnica da Advocacia-Geral da União. Elas criticaram o uso de hipóteses sobre motivações pessoais ou políticas para colocar decisões do órgão sob suspeita.

A manifestação ocorreu após a divulgação de relatório de inteligência da Polícia Federal que apresentou possíveis explicações para a decisão da AGU de não adotar medidas jurídicas contra determinações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em investigações sob sua relatoria.

Assinam o documento Anafe, Anauni, Anajur, Anpprev e Sinprofaz. As entidades afirmam que a AGU deve atuar conforme suas competências constitucionais e critérios técnico-jurídicos.

Hipóteses não comprovadas

O relatório mencionou, entre outras possibilidades, preservação de relação política entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e Mendonça. Também citou como hipóteses a avaliação de que as medidas não seriam juridicamente cabíveis e a cautela diante de um possível confronto institucional.

As associações ressaltaram que se trata de hipóteses de inteligência, e não de motivações comprovadas. A AGU declarou que sua decisão seguiu critérios técnicos e jurídicos e que não tinha competência constitucional ou legal para adotar as providências solicitadas.

Messias afirmou que a função pública não deve ser orientada por amizades ou afinidades e disse ter respaldo do presidente Lula para exercer suas atribuições com independência técnica e rigor jurídico.

Fonte original: Poder360.

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