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CBSoft 2026 começa na USP com debates sobre IA, segurança e software

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Ilustração preta e verde mostra um congresso de software, com auditório, código, arquitetura de sistemas, IA, segurança e testes automatizados, sob a marca PB.

Congresso reúne quatro simpósios, oito workshops e atividades sobre sistemas agênticos, automação de testes e desenvolvimento seguro até 11 de setembro

O Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática (CBSoft 2026) começa nesta terça-feira, 8 de setembro, no campus Butantã da Universidade de São Paulo. A programação segue até sexta-feira, 11, e reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir engenharia de software, linguagens de programação, arquitetura de sistemas, testes automatizados e temas emergentes ligados à inteligência artificial.

Organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação desde 2010, o congresso funciona como um encontro guarda-chuva de quatro eventos tradicionais. Estão reunidos nesta edição o 40º Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software, o 30º Simpósio Brasileiro de Linguagens de Programação, o 20º Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software e o 11º Simpósio Brasileiro de Teste de Software Sistemático e Automatizado.

A agenda de 2026 mostra como a IA passou a fazer parte do próprio processo de construir e manter sistemas. Entre os oito workshops anunciados estão o encontro de Engenharia de Software Inteligente, uma estreia dedicada à engenharia de software para sistemas agênticos e outra atividade voltada ao desenvolvimento seguro de software na era da IA. O programa inclui ainda o AIWare Latin American como coevento.

Esses temas colocam questões práticas no centro do debate. Sistemas agênticos não exigem apenas modelos capazes de executar tarefas: precisam de arquitetura, controle de acesso, observabilidade, testes e mecanismos para interromper ações inadequadas. Já o uso de IA por equipes de desenvolvimento traz ganhos potenciais de produtividade, mas também amplia a necessidade de revisar código, dependências e decisões automatizadas.

A automação de testes aparece em uma trilha própria do congresso. O SAST é dedicado à sistematização e automação das atividades de teste de software, enquanto outros encontros tratam de componentes reutilizáveis, manutenção, evolução e visualização de sistemas. O conjunto reforça que a discussão sobre IA não está isolada: ela depende de práticas consolidadas de qualidade e segurança.

O CBSoft também anunciou convidados internacionais com atuação em evolução de software, testes automatizados, trabalho em equipes distribuídas, avaliação de arquiteturas e preservação de código-fonte. Entre eles estão Andy Zaidman, Darja Smite, Rick Kazman e Roberto Di Cosmo. A programação combina palestras, sessões técnicas, painéis, workshops e demonstrações de ferramentas.

Há uma orientação importante para quem vai ao evento: o credenciamento e as palestras iniciadas às 9h acontecem na FAU-USP, ao lado do IME. O site oficial informa que o calendário ainda está em consolidação e pode sofrer alterações. Por isso, participantes devem consultar a programação atualizada antes de se deslocar.

Para empresas e equipes de tecnologia, o congresso oferece uma oportunidade de acompanhar como pesquisa e prática estão respondendo ao avanço da IA no desenvolvimento de software. A pauta deixou de ser apenas qual modelo usar e passou a incluir como testar, auditar, proteger e manter sistemas que incorporam componentes inteligentes.

Imagem de destaque: ilustração original gerada por IA para o Puxando Bit; marca PB oficial aplicada a partir do arquivo mestre.

Fontes

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