Candidato do PL tenta mobilizar a base com críticas a Alexandre de Moraes a um mês do primeiro turno

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal passou ao centro do ato convocado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista nesta segunda-feira (7), a um mês do primeiro turno da eleição presidencial.
Nas convocações, a manifestação adotou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes. Antes do evento, Flávio afirmou em uma transmissão que o ato representaria o início de uma mobilização eleitoral e voltou a questionar decisões do Supremo.
O movimento ocorreu depois da divulgação de mensagens relacionadas ao caso Banco Master e da retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça. A bancada do PL anunciou que apresentaria um novo pedido de impeachment de Moraes e cobrou investigações. As manifestações são posições políticas dos citados e não equivalem a conclusões judiciais.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliaram que a estratégia pode fortalecer a coesão do eleitorado bolsonarista, mas também dificultar a aproximação com eleitores moderados.
A Avenida Paulista se consolidou na última década como um dos principais espaços de mobilização da direita. O 7 de Setembro também ganhou peso político durante o governo Jair Bolsonaro.
Fonte original: BBC News Brasil.


