Silêncio da Reunião Nacional contrasta com apoio do Reconquête ao partido alemão após eleição na Saxônia-Anhalt

A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição da Saxônia-Anhalt evidenciou diferenças entre partidos da extrema direita francesa. A legenda alemã obteve 43,8% dos votos, à frente da União Democrata-Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, com 17,2%.
Marine Le Pen e Jordan Bardella, principais nomes da Reunião Nacional, não comentaram o resultado. Antes da votação, Bardella disse que uma retomada da aliança com a AfD não estava prevista, embora tenha afirmado que a pressão eleitoral do partido influenciou mudanças no governo alemão.
O eurodeputado Pierre-Romain Thionnet afirmou à Euronews que a decisão de não voltar a ser aliado da AfD no Parlamento Europeu permanece inalterada. Segundo ele, há divergências sobre memória histórica e política externa. A AfD foi excluída do antigo grupo Identidade e Democracia em 2024, após controvérsias envolvendo dirigentes.
Em sentido oposto, o Reconquête celebrou o resultado. Sarah Knafo classificou a votação como histórica, enquanto Éric Zemmour chamou o momento de “hora da verdade”. O cientista político Gilles Ivaldi avaliou que o Reconquête adota uma estratégia mais próxima à da AfD, enquanto a Reunião Nacional tenta moderar sua imagem antes da eleição presidencial francesa de 2027.
Fonte original: Euronews — matéria completa


